segunda-feira, 30 de junho de 2008

Exposição "Impressões 3x3" - Junho/2008
Galeria da Aliança Francesa - Salvador/BA

A exposição coletiva "Impressões 3/3" ocorreu no período de 19 de junho a 15 de julho na Galeria da Aliança Francesa. Nela expus parte da série de xilogravuras intitulada "Encontros Pessoais".

Cartaz da exposição
Com base em fotografias constantes em revistas de cunho sexual retirei as partes sexuais deixando aparente somente as mãos femininas.
O título da série Encontros Pessoais foi concebido a partir de um dos seguimentos de anúncios de um jornal de grande circulação da cidade de Salvador. Cada xilogravura recebeu um subtítulo com o nome de acompanhantes femininas que anunciam seus serviços com seus codinomes e predicativos.

Fotos dos trabalhos expostos - Josemar Antonio:

xilogravura "Adrianny Gordinha Sexy"
da série "Encontros Pessoais"

xilogravura "Camylinha Marquinha Delirante"
da série "Encontros Pessoais"

xilogravura "Pérola Boca Ardente"
da série "Encontros Pessoais"

xilogravura "Yasmin Coxas Grossas"
da série "Encontros Pessoais"


Esta exposição foi posteriormente, no mesmo ano, apresentada no foyer do Teatro Vila Velha.

Fotos da montagem dos trabalhos no foyer do Teatro Vila Velha:



Fotos dos trabalhos expostos no foyer do Teatro Vila Velha:



domingo, 11 de maio de 2008


Exposição "Santo de casa faz milagre" - Maio/2008
Escola de Belas Artes - UFBA - Salvador/BA



A Bienal ocorreu durante os dias 08, 09 e 10 de maio/2008, em diversos espaços expositivos na cidade de Salvador/BA. Nesta mostra, Josemar Antonio apresentou o trabalho "I´m. I´m not.", na Escola de Belas Artes - UFBA.


quarta-feira, 30 de abril de 2008


Exposição "Colcha de Retalhos" - Abril/2008
Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira - Feira de Santana/BA

A exposição "Colcha de Retalhos e Outras Lembranças" foi realizada no Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira, em Feira de Santana/BA, no período de abril/maio-2008, em parceria com o artista visual Davi Bernardo, tendo recebido o Prêmio Matilde Matos  - FUNCEB - Edital de Apoio a Montagem - Exposição no estado da Bahia - 2007.


Convite da Exposição

Folheto da exposição Colcha de Retalhos e Outras Lembranças (clique na imagem para ampliá-la


Abaixo estão transcritos os textos da Prof. Drª Sonia rangel e da Prof. Mestra Alejandra Muñoz que compuseram o folder impresso para a exposição:

Colcha de retalhos com fios contemporâneos

Os trabalhos de Davi Bernardo e Josemar Antônio apresentados nesta exposição atualizam uma antiga discussão de princípios e, trazem à tona questões da arte que remontam ao final do século XIX, com tudo que o advento da fotografia e da técnica dos pintores impressionistas ajudou a fragilizar. O Desfocamento, princípio que foi gradativamente diluindo contornos, para posteriormente se conectar na produção da imagem artística, desconfigurando o tênue liame que ligava o objeto representado ao objeto suposto como real, até o aparecimento das abstrações como estéticas fundadas nos procedimentos criativos de Wassili Kandinski e Piet Mondrian. Uma outra esfera de questões deriva do princípio da Apropriação, o real através dos objetos, sua captura no cotidiano inaugurada por Marcel Duchamp, desestabilizando para sempre o discurso sobre o que é ou não é arte. Ao longo do século XX, essas questões não se esgotaram, pelo contrário, se intensificaram, pois a fotografia também fortalece o referente, dando-nos a ilusão do real sem sê-lo, e tanto a foto-película como a foto-digital evoluíram em capturas do “real”, tornando-se arte ou fundando, em diálogos múltiplos e estendidos, muitas outras estéticas. A partir do Desfocamento, Josemar se apropria da rua e apresenta-nos sua imagem-impressão onde o referente, poeticamente diluído, aparece como uma pintura. A partir da Apropriação, Davi captura e desloca objetos da feira, dos camelôs, dos livros sobre arte, e com seus deslocamentos e apropriações, nos pergunta de novo o que é ou não é arte. Fios contemporâneos unem o trabalho dos dois artistas e, “antropofagicamente” também revelam, nas fotografias e na forma instalação, acontecimentos das nossas ruas na paisagem local.

Sonia Rangel
Doutora e Professora da Escola de Belas Artes – UFBA


Colcha de retalhos e outras lembranças

Você já se perguntou o que vê diariamente? Que imagens fazem parte efetivamente do seu cotidiano? Não me refiro às imagens eletrônicas da TV, do cinema, do vídeo, do computador que saturam nosso dia a dia, estabelecem ritmos comportamentais e até condicionam nossa sensibilidade de modo significativo. Porém, pense no seu ir e vir corriqueiro, nas suas rotinas de trabalho e de atividades.
Essa é a matéria prima desta mostra, os percursos comuns, através de registros relativamente simples mediante o uso de câmaras digitais. Partindo de premissas acessíveis à maioria das pessoas, os artistas propõem um olhar singular do qual emerge uma poética e uma estética do cotidiano. Os trabalhos de Josemar Antonio e Davi Bernardo emergem num território lingüístico híbrido que dialoga com o registro visual documental, um certo caráter lúdico no uso da fotografia digital e uma associação quase onírica de imagens do dia a dia. Mas não é apenas isso: cada obra propõe também um debate sobre a qualidade de nossas rotinas.
O conjunto da mostra pode ser dividido em três eixos narrativos que ocupam espaços diferentes: a instalação "Colcha de Retalhos", os múltiplos da série "Dreams Work, Work Dreams" e os polípticos da série “Livros de História”.
A instalação "Colcha de Retalhos" compreende a apropriação de elementos e de imagens do comércio informal das ruas, discutindo a estética popular contida nas bancas de camelôs de várias cidades. A arrumação das feiras livres, a exposição de produtos nos quiosques, a organização dos exibidores de mercadorias seguem idéias de ordem e de estética próximas às das vitrines das lojas comerciais regulares. As bancas dos camelôs são verdadeiros construtos visuais que se compõem de valores de beleza, de funcionalidade e de estrutura que, ao mesmo tempo, apresentam especificidades culturais e revelam características comuns como manifestação típica das grandes cidades. Assim, "Colcha de retalhos" investiga as possibilidades poéticas do universo dos mercados populares num olhar composto por vários percursos dos artistas em diferentes feiras e mercados de diversas cidades.
Esse universo dos camelôs nos permite aproximar a uma questão crucial de nossa contemporaneidade: as relações estabelecidas a partir dos vínculos de trabalho. Todos temos um ideal de trabalho, inclusive o sonho de não ter que trabalhar. Nesse sentido, os múltiplos de "Dreams Work, Work Dreams" oferecem uma reflexão complexa a partir do percurso cotidiano de trabalho do artista. A obra avança na discussão da insanidade de certas rotinas cotidianas, dos valores de "qualidade de vida" atrelados às atividades laborais. Quantas horas passamos diariamente no trânsito? Como estamos usando nosso tempo? Na mesma estrada convivem "o bom salário", que anacronicamente obriga a percorrer dezenas de quilômetros até o local de trabalho, e os "trocados da sobrevivência" de beira de estrada, mediante a venda de todo tipo de mercadorias, inclusive sexo. As obras são constituídas de fotos digitais (sem qualquer edição ou manipulação) obtidas desde o carro em movimento. Por uma lado, esses registros "indiretos" nos colocam num plano de observação da estrada atípico e profundamente crítico da rotina laboral. Mas, por outro lado, oferecem imagens de uma estética que remete a lógicas de sonho (quando não de pesadelo) e, em conjunto, podem compor uma poética muito singular.
Essa possibilidade de ver o mundo através de "intermediários" é uma das questões que as obras de Davi abordam. Mediante fotos digitais das páginas de livros, propõe-se uma nova leitura da imagem e da palavra associadas numa mesma realidade na qual não mais se pode ler o texto completo nem a tela da qual se fala. Os fragmentos escolhidos fazem um certo ready-made dos livros de arte, que, por sua vez, compõem um novo olhar sobre obras de artistas bem conhecidos (Klimt, Hopper etc). Os múltiplos, em termos gerais, partem de uma re-proposição quase iconoclasta das obras de arte, que, ao mesmo tempo que nos aproximam de trabalhos geograficamente muito distantes, avançam numa outra possibilidade perceptiva de obras célebres pelo "desfocamento" da imagem. Nossas referências de arte ocidental estão construídas por intermediários, seja pelos livros, seja pela internet. Nesse sentido, a instalação discute a hiper-valorização da chamada inclusão digital, a retórica dos discursos de acessibilidade à informação, o crivo midiático permanente que estabelece um distanciamento dos objetos reais: você terá a ilusão de folhear um livro (uma experiência quase lúdica), mas em definitiva você não terá o livro em suas mãos e, muito menos, uma relação cognitiva corpo-a-corpo com a obra.
Desse modo, a essência das obras aqui apresentadas vai ao encontro de uma das grandes características da arte contemporânea: oferecer uma plataforma de referência para compreender a realidade, uma posição desde onde ver o mundo, uma possibilidade de leitura do que nos rodeia.

Alejandra Hernández Muñoz
Arquiteta e Profª. Me. de História da Arte da Escola de Belas Artes da UFBA

Fotos de alguns trabalhos expostos - Josemar Antonio:





Dreams Work / Work Dreams

Na série “Dreams Work / Work Dreams”, em que utilizo uma técnica de sobreposição, saturação e distorção das imagens, capturo o dia-a-dia das pessoas à beira das estradas brasileiras. Minha intenção é representar o caráter efêmero das perspectivas e objetivos humanos daqueles que transitam nessas vias, em sua imensa maioria composta de trabalhadores, demonstrado através das imagens fragmentadas e desfocadas apresentadas em minhas fotografias. Meu trabalho se insere pois nas discussões estabelecidas na arte contemporânea no que centra uma proposta plástica na dialética existente entre o ser indivíduo e ser social, e a convivência dessas mesmas forças com o habitat urbano nas quais estão circunscritas.

Josemar Antonio

Fotos de alguns trabalhos expostos - Davi Bernardo:




Livros de História

 Míope desde a infância, aprendi a traduzir as imagens através dos óculos, captando duas versões para uma mesma imagem: a “certa” e a “errada”. Partindo deste conceito e utilizando o livro de arte como meu objeto de estudo (que, em si, simboliza um aspecto afetivo e ao mesmo tempo beira a metalinguagem), investigo mais uma vez a inserção da linguagem verbal na linguagem plástica, como nas séries anteriores (como na exposição “Pinturas Maximalistas”, apresentada na Caixa Cultural, em 2006). O desfocamento e a fragmentação da imagem me permitiram produzir um trabalho que caminha paralelo ao aqui apresentado por Josemar, com quem crie a instalação que dá nome a esta exposição: “Colcha de Retalhos”. Trata-se de um painel fotográfico fragmentário que registra a caprichada arrumação dos produtos expostos pelos camelôs nas ruas das grandes cidades e ao mesmo tempo se apropria de um objeto construído em madeira a partir das estruturas onde estes produtos são arrumados.

Davi Bernardo

Trabalho em conjunto: Davi Bernardo/Josemar Antonio


Trabalho de Josemar Antonio
Trabalho de Josemar Antonio
Trabalho de Josemar Antonio
Trabalho de Josemar Antonio

Fotos da Vernissage:





Os artistas: Davi Bernardo e Josemar Antonio

domingo, 25 de novembro de 2007

Exposição "Novas Expressões da Gravura" - Novembro/2007

Galeria do Instituto Cultural Brasil Alemanha - Salvador/BA

A exposição "Novas Expressões da Gravura" ocorreu no Instituto Cultural Brasil Alemanha - ICBA (Institut Goethe), entre os dias 17 e 24 de novembro de 2007. Este foi um projeto itinerante realizado em conjunto com a Escola de Belas Artes - UFBA.

Cartaz da Exposição elaborado manualmente, por meio das técnicas de gravura em metal e serigrafia.


Desta mostra participaram os artistas: Adenilse Romana, Agnaldo Correia, Alerci Cristina, Alex Moreira Machado, Ana Verana, Angélica Borges, Arissana Braz, Daiane Oliveira, Davi Bernardo, Dea Daltro, Diego Cardoso, Djanira Abreu, Ed, Genival Nunes, Jaci Matos, Jonathanzwi, Josemar Antonio, Karomila Marcos, Keu Pinheiro, Liane Heckert, Lorena P. Abiu, Lylú Oliveira, Marcel Gama, Marco Aurélio Ribeiro, Marcos Costa, Maristela Bernal, Marta Regina, Montserrat, Nicolas Soares, Olímpio Pinheiro, Patrícia Leite, Patrícia Rosa, Paulo Vitor Leal, Ramon Melo, Rommel Portugal, Sérgio Rodrigues, Tanile Maria, Tina Melo, Túlio Carapiá e Valentina.



terça-feira, 31 de julho de 2007


Exposição "10 Anos do MAC" - Julho/2007
Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira - Feira de Santana/BA
Exposição coletiva ocorrida no Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira, em Feira de Santana/BA, em Julho de 2007, em comemoração aos 10 anos do MAC-Feira de Santana.



Trabalhos dos artistas visuais Davi Bernardo (esquerda) e Josemar Antonio (direita).

quinta-feira, 7 de junho de 2007


Exposição "1ª Feira de Gravura da Escola de Belas Artes - Junho/2007
Escola de Belas Artes - UFBA - Salvador/BA
Cartaz da exposição
Proposta feita pela professora e reconhecida artista plástica, Mestre Márcia Magno, a 1ª Feira de Gravura, da Escola de Belas Artes - UFBA, aconteceu na Galeria do Aluno da EBA, promovida pelos alunos da disciplina "Gravura I", pelo período de dois dias (05 e 06 de junho, 2007). O evento contou com o apoio do Centro Acadêmico Unificado da Escola de Belas Artes (CAUEBA).

Esta mostra contou com a participação dos artistas/professores convidados: Márcia Magno, Sônia Rangel, Evandro Sybine, Juarez Paraíso, Mestre Duda, Graça Ramos, dentre outros.
Houve ainda uma integração dos campos das Artes, sendo convidadas a participar a Escola de Música, Teatro e Dança da UFBA, unindo os diversos campos artísticos.



Acima, alguns alunos da disciplina "Gravura I", ao lado da professora Márcia Magno. Na ordem da esquerda para direita e ao fundo: Gilmar, Rodrigo, André Brandão Neves, Paulo Vitor Leal, Tatiana Sanches e Rebeca Lawinsky, em primeiro plano, no mesmo sentido: Patrícia Rosa, Josemar Antonio, Márcia Magno e Tanile Maria. Todos os estudantes estamparam camisas padronizadas, com suas xilogravuras, produzidas na disciplina.